domingo, 21 de março de 2010

10ª FEIJOADA D'OGUM


MOTUMBÁ AXÉ!



È com alegria que eu, Babalaxé Erisvaldo D'Ogum e meus filhos, convidamos, você e sua família a confraternizar conosco, o axé do Rei Ogum.
Contamos com sua presença!
Axé!

Babá Mejeuí Erisvaldo D'Ogum
Ekéjì Flávia D'Oxaguian


Assessoria de Comunicação
Ekéjì Luciana D"Oxum
(31) 3396 07 18
(31) 8732 02 03


Apoio:
Oduduwá criações.

domingo, 14 de março de 2010

Dia de Oxum se torna patrimônio imaterial do Rio

Motumbá Axé!


Data comemorada em 8 de dezembro reverencia a figura de um orixá
Do R7, no Rio
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O Dia de Oxum passou a ser considerado patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A determinação é da Lei 5.650/10, sancionada pelo governador Sérgio Cabral e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo desta sexta-feira (5).
A data, comemorada anualmente no dia 8 de dezembro, reverencia a figura de um orixá dos cultos afrobrasileiros.
De autoria do deputado Átila Nunes (PSL), a nova norma determina que os festejos deverão ser programados e realizados pelas secretarias de Turismo e Ciência e Cultura e incluídos no calendário oficial e turístico do Estado.

- A finalidade principal desta lei é reconhecer, oficialmente, essa manifestação religiosa realizada há mais de 300 anos em nossa cidade, trazida pelos afrodescendentes que aqui chegaram como escravos, trazendo suas tradições e cultura. É um patrimônio vivo, dinâmico e um bem cultural intangível do povo fluminense.
Segundo Átila Nunes, Oxum controla a fecundidade.
- A maternidade é sua grande força. O orixá ama as crianças, protege a vida e tem funções de cura. É também a orixá do ouro, riqueza e do amor, se destacando pela jovialidade e beleza.
Átila Nunes é autor de vários projetos de lei tornando os orixás em patrimônios imateriais, como Nanã (também aprovado), Ogum, Oxosse, Xangô, Inhaçã, Iemanjá, Ossanha, Obaluaiê-Omulu, Oxalá, além dos Pretos Velhos, entre outros.

 (Nosso parecer...)

Penso ser de grande valia tal lei, principalmente em momentos  de discussão, sobre intolerância religiosa e implementação da lei 10.639/03. Tal lei, disfolcloriza manifestações da cultura de matriz africana,reconhecendo-a como patrimônio cultural imaterial.
Sim, este é mais um avanço deste governo com relação á Política de Promoção da Igualdade Racial, que já instituiu o dia 20 de Novembro, dia Nacional da Consciência Negra como feriado estadual.
Nosso desejo, é que, os bons fluídos destas iniciativasse espalhem por todo país, desta forma, de fato, contribuiremos com a promoção do respeito  da igualdade entre os diversos povos e culturas que construiram esta nação.
Luciana D"Oxum/ Ekéjì D" Ogum

AXé!

Babá Mejeuí Erisvaldo D'Ogum
Ekéjì Flávia D' Oxaguian

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Odò ìyá! Ibá Orixá!

 
Motumbá Axé!


ORÍKÌ


Yemojá Olókun
Olómú aguìsi
Ìyá mi la Kèsan
Olòwò orí mi
Yemojá àgbódò dáhun ire

Senhora do mar
famosa pelos seios grandes
Minha mãe elegante
Dona da minha cabeça
Dentro das águas responde com o bem



Yemonjá  a tó f' ara ti bi oké
Bi o ni jó lè jó oní Yemonjá 
Àyaba ti gbé ibú omi.

Firme como a montanha
Ninguém consegue dançar  como o povo dela.
Rainha que anda nas profundezas das águas.


Ìyá odò  si omo gbè Ki ènyinàwa orò.

Ìyá odò  si omo gbè Ki ènyinàwa orò.

Mãe do rio que sustenta os filhos, cumprimentamos
A vós que sois para nós sagrada.

Iyemanjá nos cubra com sua energia purificadora! - Que esta grande Mãe leve para o fundo do mar a inveja e dê resignação aos invejosos!

Axé!
Babá Mejeuí Erisvaldo D'Ogum
Equede Flávia D"Oxaguian

Assessoria de Comunicação
Luciana D'Oxum/Equede do Ilê Axé Ogum Funmilayô.

Pense no Haiti, reze pelo Haiti

Motumbá Axé.


È muito triste perceber, que mesmo em meio a tragédia, como esta vivenciada por nossos irmãos haitianos, sentimos na pele a dor do racismo por meio da intolerância religiosa.
O terremoto que atingiu no último dia 12 de janeiro a capital do Haiti, arruinou a cidade. Hoje, o céu estrelado, é o teto de muitos haitianos. Porém ao longe, avistamos pontos iluminados nos morros do bairros nobres, onde o prejuízo foi menor.
A intolerância é tão cruel que o cônsul-geral do Haiti em São Paulo, George Antoine, declarou, sem saber que estava sendo gravado, que o terremoto que arruinou a cidade, foi bom para o consulado, pois assim, dariam a eles visibilidade, que o povo africano, que mora no Haiti, e que mexem com macumba, são malditos...
Quem de fato está na escuridão?


Hoje, o céu estrelado, é o teto do povo pobre haitiano.
O céu estrelado, é a moradia dos ancestrais, que emanam o axé, a força a luz, inclusive para tentar entender,
quem de fato de está na escuridão...

REZEM PELO HAITI.





Texto; Luciana D'Oxum/Equede do Ilê Axé Ogunfunmilayô.


Axé.
Babá Mejeuí Erisvaldo DOgum
Equede Flávia D'Oxaguian.

Assessoria de comunicação 
Luciana D'Oxum Equede do Ilê Axé Ogunfunmilayô.

À Cozinha

Motumbá Axé!

À Cozinha.
A cozinha brasileira é uma verdadeira fusão cultural: diferentes temperos aguçam o sabor, acrescentam cheiros e colorem os mais variados pratos de nossa culinária. Mas isso é somente uma pequena porcentagem da capacidade e utilidade que permeiam o cômodo bem requisitado dentro das casas. A cozinha vira um verdadeiro espaço de convívio, no qual são passados ensinamentos entre as gerações. Saberes populares são transmitidos através de receitas (que podem ou não cair bem para determinado momento), modos de comportamento, segredos de família, saberes...
Quem não aprendeu que a pimenta, por exemplo, esquenta o corpo, que tal folha serve para curar uma simples gripe ou até mesmo doenças mais graves, através de chás e banhos. Quais são as combinações, e o que não se pode misturar?
Quando iniciei no Candomblé uma das primeiras coisas que escutei de meu Babalorixá1 foi que: “Candomblé se faz na cozinha.”. Desde então, procurei estar presente nesse cômodo tão influente no cotidiano do Ilê Axé2 e é exatamente ali que, na maioria das vezes, ocorre o início dos rituais religiosos, onde são preparados os alimentos usados nos fundamentos. E que também se torna um espaço de convívio e aprendizado recíproco. Com o passar do tempo, comecei a reparar que estava reaprendendo o que já havia aprendido (me aperfeiçoando), mas ocorreram sutis diferenças, devido à conotação religiosa. E que há uma afirmativa muito forte da cultura afro-brasileira fazendo-se presente, muito mais que imaginava, na casa das pessoas e influindo no cotidiano individual e coletivoDiariamente comemos comidas similares que são preparadas para os Orixás, absorvendo a energia ali existente no alimento. Entendi que determinado prato, cor ou comportamento específicos causam-me mal estar por conta do estranhamento que o Orixá também tem com os mesmos, o que pode ser visto nas mais diferentes pessoas, inclusive as não ligadas à religião.
Se houvesse melhor clareza desse universo da religião de matriz africana, e entre outras tão massacradas pela cultura Grego-romana-judaica-cristã, com certeza haveria maior aceitação e tolerância das pessoas que não seguem essa ou aquela religião. A fobia deve-se ao não conhecimento do assunto – nós amamos somente aquilo que é de nossa esfera intelectual. E essa aversão é derivada da ignorância das pessoas (principalmente formadores de opinião) para determinados segmentos de credo que não têm conhecimento básico, acarretando uma distorção da realidade do cotidiano religioso tratado em questão. Diariamente, vemos acusações de conteúdos duvidosos e sem fundamentos, negando a verdade existente. Mensalmente são agredidos fiéis de diversas religiões não cristãs (principalmente os candomblecistas e umbandistas). Anualmente, são invadidos e violados os templos religiosos – fruto de um comportamento denominado INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, o qual é preciso extinguir para que possamos viver em uma sociedade mais plural e de respeito às diferenças, seja ela de cunho religioso, sexual, gênero, étnico/racial, estético, entre outros. Um Estado, de fato, laico3, sem a interferência de qualquer segmento religioso seria um bom começoEnfim, quando for visitar a sua cozinha lembre-se que ali esta plantada uma gama cultural, e que é a mesma cultura discriminada por certos segmentos que não tem a hombridade de aceitar a diversidade. Negando-a, e tentando abafar a todo custo o que há anos vêm mantendo-se vivo!

Texto enviado por:

 Guilherme Cedro
Graduando em Comunicação Social - Habilitação em Publicidade e Propaganda. PUC Minas - Faculdade de Comunicação e Artes
Militante do CELLOS Contagem (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual)
Filiado ao CATABA MG (Casa de Cultura e Tradição Afro-brasileira de Minas Gerais) - Ilê Axé Ogunfunmilayo
 

Motumbá Axé,

Babá Mejeuí Erisvaldo D'Ogum
Equede Flávia D'Oxaguian


Assessoria de Comunicação
Luciana D'Oxum / Equede D'Ogum.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Nota da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde contra os atos de intolerância religiosa




Motumbá Axé!


Segue texto enviado por José Marmo Silva, Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde.



Nota da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde contra os atos de intolerância religiosa




Sabemos que as religiões ocupam importante papel político, social e cultural na vida das pessoas, influenciando a visão de mundo e maneiras de ser e agir na sociedade. Sendo reconhecida como um direito humano, as religiões encontram proteção no texto constitucional brasileiro, ao lado de afirmativas da laicidade do Estado, que terá a obrigação de proteger indivíduos e grupos para o exercício de suas crenças.

A intolerância religiosa vem crescendo no Brasil e em outras partes do mundo, e certamente tem várias origens. No caso das religiões de matrizes africanas, o papel central que o racismo tem na produção de suas tentativas de inferiorização soma-se a desigualdade social, a discriminação racial e de gênero, além do preconceito de classe e da homofobia.
A história mostra que muitos terreiros tiveram suas portas fechadas e seus objetos de culto quebrados. Exemplo disso é a invasão e destruição dos terreiros em Alagoas(Maceió), que ficou popularmente conhecido por Quebra de Xangô, em 02 de fevereiro de 1912, um violento episódio de perseguição aos Pais e Mães de Santo. Outro fato a destacar aconteceu no Rio de Janeiro ao longo de todo o século XX, principalmente na primeira metade, com a repressão policial aos terreiros e a apreensão pela polícia dos adereços e insígnias dos Orixás. Estes objetos estão sob a custódia do Museu da Polícia Civil do Rio de Janeiro, constituindo a Coleção Magia Negra, perpetuando uma memória viva de um dos aspectos da violência e de desrespeito à dignidade humana e a uma tradição religiosa.


Apesar de muitos fatos de intolerância serem relatados no passado, ela também se faz presente na atualidade e como exemplos vivos temos os casos de desrespeito aos terreiros de Salvador, como foi a demolição parcial do Terreiro Oyá Onipó Neto por funcionários da Superintendência Municipal de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), a invasão e a quebra de imagens em um terreiro de umbanda no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, entre tantos outros que marcam o desrespeito a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Constituição Brasileira que garantem o exercício da prática religiosa e a liberdade de crença.

Destacamos aqui as declarações recentes do Sr. George Antoine, cônsul geral do Haiti em São Paulo no SBT Brasil: “Acho que de tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo. O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano está fodido", mostra que a luta contra o racismo e a intolerância religiosa deve estar atualizada em nossa agenda e merece muita atenção principalmente nesse momento em que acabamos de discutir e preparar o III Plano Nacional de Direitos Humanos.
O episódio que acaba de acontecer com o Babalorixá Dyba de Iemanjá, na noite do dia 19 de janeiro, em Porto Alegre, em que foi impedido por motivos religiosos de dar uma entrevista tendo como única justificativa do apresentador da TV que o canal é luterano e portanto não poderia contemplar outras religiões ratifica o que todos e todas nós já sabemos sobre a constante utilização da televisão e da internet por diferentes grupos religiosos para difundir e praticar a discriminação e intolerância contra religiões de matrizes africanas e seus adeptos.
Contribuir para transformar esta realidade deve ser um compromisso de todas e todos, governos, segmentos religiosos e sociedade civil, para a construção de uma sociedade fundada em valores que fortaleçam o respeito à diversidade religiosa, aos direitos humanos e a uma cultura de paz.
Hoje, dia 21 de janeiro é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e certamente não temos o que comemorar, muito pelo contrário, temos que refletir, questionar, tomar posicionamentos e visualizar que ainda teremos de lutar muito para que as diversas formas de intolerâncias sejam coisas do passado e que os direitos sejam realmente garantidos para todas e todos, religiosos ou não.
É com esse olhar que a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde vem a público declarar sua indignação as iniciativas de desqualificação das religiões de matrizes africanas e de desrespeito a Constituição Brasileira que garante a todo cidadão e a toda cidadã o direito de exercer sua prática religiosa.


Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde.



Babá Mejeuí Erisvaldo D'Ogum
Equede Flávia D'Oxaguiã

Comunicação do Ilê Axé Ogunfumilayô
Equede Luciana D"Oxum






quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Compromisso de Axé

MOTUMBÁ AXÉ!!!







Babá Mejeuí  Erisvaldo D'Ogum
Equede Flávia D'Oxaguian


Luciana D'Oxum/Equede D'Ogum
Acessoria de Comunicação do Ilê Axé Ogum Funmilayo