domingo, 28 de março de 2010

DIVULGAÇÃO - EXPOSIÇÃO ORIKI PRA VER, OUVIR E SENTIR-ANTÔNIO SÉRGIO MOREIRA

MOTUMBÁ AXÉ
A Exposição/Livro "Objeto/Oriki: corpus e habitus = arte 

     ORIKI PARA VER, OUVIR, SENTIR . . .

“O universo cultural artístico, mítico/religioso africano e afro-brasileiro faz parte das minhas pesquisas a mais de vinte anos.  Escolhi a religião Nagô de culto aos orixás como meu campo de pesquisa, colhi ao longo dos anos diversos conhecimentos com valores imensuráveis, identificado como patrimônio cultural; ora imaterial (universo da oralidade) no outro material (universo de objetos impregnados de ancestralidade e memória)”. ASM

A Exposição/Livro "Objeto/Oriki: corpus e habitus = arte reúne imagens/sínteses, textos, e formas que traduzem texturas, cores; histórias agregadas que aproximam os sentimentos ancestrais nesta permanente        “re-atualização” do mundo.
Nessa visão totalizadora de vida/morte e de natureza/homem, cada palavra ganha uma dimensão liberta do papel, da folha, do livro, do objeto.
Ao falar o oriki, o som e tudo que nele habita, recupera-se a memória remota que se une as memórias recentes, atualizando o sentimento humano para o sagrado.
O oriki fala de um texto geral, seja em que língua for, pois, os textos estão em todos os lugares, no mercado, na rua.   Onde o orum move o ayê e se revela no nosso cotidiano.  

Artista plástico: Antônio Sérgio Moreira, Belo Horizonte.
Curadoria: Raul Lody
Obras: Dezoito trabalhos em técnica mista sobre tecido.
Exposição: Abertura 09 de abril
Período: 08 à 30 de abril de 2010.
Local: Centro Cultural da UFMG



AGUARDAMOS VOCÊS!
AXÉ.


BABÁ MEJEUÍ ERISVALDO D"OGUM
ÉKÉJÍ FLÁVIA D'OXAGUIAN






ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
EKÈJÍ  LUCIANA D'OXUM

domingo, 21 de março de 2010

Nova imagem/Errata


Devido a um erro técnico, divulgamos novamente a imagem do convite.


Assessoria de Comunicação
Ekéjì Luciana D'Oxum
(31 3396 0718)
(31 8732 02 03)

10ª FEIJOADA D'OGUM


MOTUMBÁ AXÉ!



È com alegria que eu, Babalaxé Erisvaldo D'Ogum e meus filhos, convidamos, você e sua família a confraternizar conosco, o axé do Rei Ogum.
Contamos com sua presença!
Axé!

Babá Mejeuí Erisvaldo D'Ogum
Ekéjì Flávia D'Oxaguian


Assessoria de Comunicação
Ekéjì Luciana D"Oxum
(31) 3396 07 18
(31) 8732 02 03


Apoio:
Oduduwá criações.

domingo, 14 de março de 2010

Dia de Oxum se torna patrimônio imaterial do Rio

Motumbá Axé!


Data comemorada em 8 de dezembro reverencia a figura de um orixá
Do R7, no Rio
  • Texto: 
  •  
  •  
O Dia de Oxum passou a ser considerado patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A determinação é da Lei 5.650/10, sancionada pelo governador Sérgio Cabral e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo desta sexta-feira (5).
A data, comemorada anualmente no dia 8 de dezembro, reverencia a figura de um orixá dos cultos afrobrasileiros.
De autoria do deputado Átila Nunes (PSL), a nova norma determina que os festejos deverão ser programados e realizados pelas secretarias de Turismo e Ciência e Cultura e incluídos no calendário oficial e turístico do Estado.

- A finalidade principal desta lei é reconhecer, oficialmente, essa manifestação religiosa realizada há mais de 300 anos em nossa cidade, trazida pelos afrodescendentes que aqui chegaram como escravos, trazendo suas tradições e cultura. É um patrimônio vivo, dinâmico e um bem cultural intangível do povo fluminense.
Segundo Átila Nunes, Oxum controla a fecundidade.
- A maternidade é sua grande força. O orixá ama as crianças, protege a vida e tem funções de cura. É também a orixá do ouro, riqueza e do amor, se destacando pela jovialidade e beleza.
Átila Nunes é autor de vários projetos de lei tornando os orixás em patrimônios imateriais, como Nanã (também aprovado), Ogum, Oxosse, Xangô, Inhaçã, Iemanjá, Ossanha, Obaluaiê-Omulu, Oxalá, além dos Pretos Velhos, entre outros.

 (Nosso parecer...)

Penso ser de grande valia tal lei, principalmente em momentos  de discussão, sobre intolerância religiosa e implementação da lei 10.639/03. Tal lei, disfolcloriza manifestações da cultura de matriz africana,reconhecendo-a como patrimônio cultural imaterial.
Sim, este é mais um avanço deste governo com relação á Política de Promoção da Igualdade Racial, que já instituiu o dia 20 de Novembro, dia Nacional da Consciência Negra como feriado estadual.
Nosso desejo, é que, os bons fluídos destas iniciativasse espalhem por todo país, desta forma, de fato, contribuiremos com a promoção do respeito  da igualdade entre os diversos povos e culturas que construiram esta nação.
Luciana D"Oxum/ Ekéjì D" Ogum

AXé!

Babá Mejeuí Erisvaldo D'Ogum
Ekéjì Flávia D' Oxaguian

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Odò ìyá! Ibá Orixá!

 
Motumbá Axé!


ORÍKÌ


Yemojá Olókun
Olómú aguìsi
Ìyá mi la Kèsan
Olòwò orí mi
Yemojá àgbódò dáhun ire

Senhora do mar
famosa pelos seios grandes
Minha mãe elegante
Dona da minha cabeça
Dentro das águas responde com o bem



Yemonjá  a tó f' ara ti bi oké
Bi o ni jó lè jó oní Yemonjá 
Àyaba ti gbé ibú omi.

Firme como a montanha
Ninguém consegue dançar  como o povo dela.
Rainha que anda nas profundezas das águas.


Ìyá odò  si omo gbè Ki ènyinàwa orò.

Ìyá odò  si omo gbè Ki ènyinàwa orò.

Mãe do rio que sustenta os filhos, cumprimentamos
A vós que sois para nós sagrada.

Iyemanjá nos cubra com sua energia purificadora! - Que esta grande Mãe leve para o fundo do mar a inveja e dê resignação aos invejosos!

Axé!
Babá Mejeuí Erisvaldo D'Ogum
Equede Flávia D"Oxaguian

Assessoria de Comunicação
Luciana D'Oxum/Equede do Ilê Axé Ogum Funmilayô.

Pense no Haiti, reze pelo Haiti

Motumbá Axé.


È muito triste perceber, que mesmo em meio a tragédia, como esta vivenciada por nossos irmãos haitianos, sentimos na pele a dor do racismo por meio da intolerância religiosa.
O terremoto que atingiu no último dia 12 de janeiro a capital do Haiti, arruinou a cidade. Hoje, o céu estrelado, é o teto de muitos haitianos. Porém ao longe, avistamos pontos iluminados nos morros do bairros nobres, onde o prejuízo foi menor.
A intolerância é tão cruel que o cônsul-geral do Haiti em São Paulo, George Antoine, declarou, sem saber que estava sendo gravado, que o terremoto que arruinou a cidade, foi bom para o consulado, pois assim, dariam a eles visibilidade, que o povo africano, que mora no Haiti, e que mexem com macumba, são malditos...
Quem de fato está na escuridão?


Hoje, o céu estrelado, é o teto do povo pobre haitiano.
O céu estrelado, é a moradia dos ancestrais, que emanam o axé, a força a luz, inclusive para tentar entender,
quem de fato de está na escuridão...

REZEM PELO HAITI.





Texto; Luciana D'Oxum/Equede do Ilê Axé Ogunfunmilayô.


Axé.
Babá Mejeuí Erisvaldo DOgum
Equede Flávia D'Oxaguian.

Assessoria de comunicação 
Luciana D'Oxum Equede do Ilê Axé Ogunfunmilayô.

À Cozinha

Motumbá Axé!

À Cozinha.
A cozinha brasileira é uma verdadeira fusão cultural: diferentes temperos aguçam o sabor, acrescentam cheiros e colorem os mais variados pratos de nossa culinária. Mas isso é somente uma pequena porcentagem da capacidade e utilidade que permeiam o cômodo bem requisitado dentro das casas. A cozinha vira um verdadeiro espaço de convívio, no qual são passados ensinamentos entre as gerações. Saberes populares são transmitidos através de receitas (que podem ou não cair bem para determinado momento), modos de comportamento, segredos de família, saberes...
Quem não aprendeu que a pimenta, por exemplo, esquenta o corpo, que tal folha serve para curar uma simples gripe ou até mesmo doenças mais graves, através de chás e banhos. Quais são as combinações, e o que não se pode misturar?
Quando iniciei no Candomblé uma das primeiras coisas que escutei de meu Babalorixá1 foi que: “Candomblé se faz na cozinha.”. Desde então, procurei estar presente nesse cômodo tão influente no cotidiano do Ilê Axé2 e é exatamente ali que, na maioria das vezes, ocorre o início dos rituais religiosos, onde são preparados os alimentos usados nos fundamentos. E que também se torna um espaço de convívio e aprendizado recíproco. Com o passar do tempo, comecei a reparar que estava reaprendendo o que já havia aprendido (me aperfeiçoando), mas ocorreram sutis diferenças, devido à conotação religiosa. E que há uma afirmativa muito forte da cultura afro-brasileira fazendo-se presente, muito mais que imaginava, na casa das pessoas e influindo no cotidiano individual e coletivoDiariamente comemos comidas similares que são preparadas para os Orixás, absorvendo a energia ali existente no alimento. Entendi que determinado prato, cor ou comportamento específicos causam-me mal estar por conta do estranhamento que o Orixá também tem com os mesmos, o que pode ser visto nas mais diferentes pessoas, inclusive as não ligadas à religião.
Se houvesse melhor clareza desse universo da religião de matriz africana, e entre outras tão massacradas pela cultura Grego-romana-judaica-cristã, com certeza haveria maior aceitação e tolerância das pessoas que não seguem essa ou aquela religião. A fobia deve-se ao não conhecimento do assunto – nós amamos somente aquilo que é de nossa esfera intelectual. E essa aversão é derivada da ignorância das pessoas (principalmente formadores de opinião) para determinados segmentos de credo que não têm conhecimento básico, acarretando uma distorção da realidade do cotidiano religioso tratado em questão. Diariamente, vemos acusações de conteúdos duvidosos e sem fundamentos, negando a verdade existente. Mensalmente são agredidos fiéis de diversas religiões não cristãs (principalmente os candomblecistas e umbandistas). Anualmente, são invadidos e violados os templos religiosos – fruto de um comportamento denominado INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, o qual é preciso extinguir para que possamos viver em uma sociedade mais plural e de respeito às diferenças, seja ela de cunho religioso, sexual, gênero, étnico/racial, estético, entre outros. Um Estado, de fato, laico3, sem a interferência de qualquer segmento religioso seria um bom começoEnfim, quando for visitar a sua cozinha lembre-se que ali esta plantada uma gama cultural, e que é a mesma cultura discriminada por certos segmentos que não tem a hombridade de aceitar a diversidade. Negando-a, e tentando abafar a todo custo o que há anos vêm mantendo-se vivo!

Texto enviado por:

 Guilherme Cedro
Graduando em Comunicação Social - Habilitação em Publicidade e Propaganda. PUC Minas - Faculdade de Comunicação e Artes
Militante do CELLOS Contagem (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual)
Filiado ao CATABA MG (Casa de Cultura e Tradição Afro-brasileira de Minas Gerais) - Ilê Axé Ogunfunmilayo
 

Motumbá Axé,

Babá Mejeuí Erisvaldo D'Ogum
Equede Flávia D'Oxaguian


Assessoria de Comunicação
Luciana D'Oxum / Equede D'Ogum.